A maior parte do que chega num WhatsApp comercial é repetição: horário de funcionamento, endereço, formas de pagamento, situação de um pedido, “tem alguém aí?”. Nenhuma dessas perguntas precisa de gente, e todas custam o tempo de quem poderia estar atendendo a pergunta que precisa.
O chatbot do zapon resolve essa camada com menus. Ele não conversa em texto livre, não tenta adivinhar intenção e não inventa resposta: mostra opções, recebe um toque e segue para o destino daquele botão. É deliberadamente simples, porque bot de menu que funciona vale mais que assistente esperto que erra na frente do cliente.
O que é o chatbot de menus do zapon
Como funciona um chatbot de menus no WhatsApp?
Ele manda uma mensagem com até três botões. A pessoa toca em um deles e o bot segue para o que você definiu para aquele botão: abrir outro menu, chamar uma pessoa, voltar ao começo ou encerrar. Se a resposta não bate com botão nenhum, o bot repete a pergunta — e, depois de algumas tentativas, sai do caminho em vez de deixar a pessoa presa num laço.
Não há intenção a interpretar, então também não há resposta errada inventada. Cada botão carrega, no identificador que o WhatsApp devolve, de qual menu ele veio — é por isso que a resposta se explica sozinha e o bot não perde o fio mesmo quando a pessoa demora horas para tocar.
O chatbot fica na tela Chatbot do painel, por número conectado. Um número, um chatbot: dois WhatsApps na mesma conta têm dois atendimentos independentes, com menus e horários próprios.
O construtor é uma entrevista, não um editor
Preciso desenhar um fluxograma para montar o bot?
Não. O painel pergunta e você responde, uma coisa de cada vez: como o assistente se chama, qual é a primeira mensagem que o cliente recebe, quais opções ele vê e — para cada botão criado — o que acontece quando alguém toca nele. Não existe tela de arrastar caixinhas, não existe fluxograma para ligar com setas e não existe linguagem de configuração para aprender.
A entrevista guarda onde você parou. Dá para responder três perguntas hoje, fechar a aba e voltar amanhã de onde estava — o painel mostra quantas respostas ainda faltam e não deixa ligar o bot com botão sem destino. Um botão sem resposta é justamente o defeito que faz o cliente tocar e não receber nada.
Cada resposta sua vira uma pergunta nova quando é o caso: se um botão abre outro menu, a entrevista pede a mensagem desse menu e as opções dele. É assim que o atendimento cresce em profundidade sem você nunca ver o desenho inteiro de uma vez.
Menus, botões e os limites do WhatsApp
Quantos botões cabem em uma mensagem?
Três por mensagem, com rótulo de até 20 caracteres — é limite do próprio WhatsApp, não do zapon. Rótulo comprido é cortado na tela do cliente, então vale escrever verbo curto: Ver pedido, Falar com alguém, Horários. Quando as opções passam de três, o caminho é encadear menus: um botão leva a outro menu com mais três. Além da resposta rápida, o mesmo endpoint monta botão que abre um link ("type": "cta_url"), botão que abre o discador ("type": "cta_call") e botão que copia um código ("type": "copy") — e os tipos convivem na mesma mensagem. O toque em resposta rápida volta no webhook; os outros três agem no aparelho de quem recebe.
Além dos botões, três ajustes mudam a cara das mensagens. O nome do assistente aparece em negrito na primeira linha, e pode ser desligado. O rodapé acrescenta uma assinatura curta ao fim, também opcional. E a mensagem padrão ao chamar uma pessoa vale para todos os botões que transferem, com a possibilidade de cada botão ter a sua.
Um menu pode não ter botão nenhum: é o passo que só informa algo — endereço, horário, chave de pagamento — e depois volta ao começo, encerra ou chama uma pessoa. É o formato certo para a resposta que não abre pergunta nova.
Quando o cliente escreve fora das opções
E se a pessoa escrever em vez de tocar no botão?
O bot repete a pergunta. Você define quantas tentativas ele insiste — de uma a cinco — e o que faz depois: chamar uma pessoa ou parar de responder. Sem essa saída, quem digita “oi” três vezes fica preso no mesmo menu, e é aí que o cliente desiste ou liga irritado.
Parar de responder não silencia ninguém para sempre: se o cliente escrever de novo mais tarde, a conversa recomeça do começo. E existe um teto de segurança para o bot não metralhar a mesma pessoa — mesmo que ela mande vinte mensagens seguidas, o ritmo de resposta se mantém dentro do que parece gente digitando.
Horário de funcionamento, no seu fuso
Dá para o bot atender só no horário comercial?
Dá. Você define a faixa de horas, marca os dias da semana e escolhe o fuso — o painel oferece a lista de fusos, não fixa São Paulo. Fora do horário, ou o bot manda um aviso que você escreve (“estamos fechados agora, respondemos assim que abrirmos”) ou fica calado, à sua escolha. Com o horário desligado, ele atende 24 horas, todos os dias.
Duas armadilhas que o painel avisa antes de você cair nelas. Ligar o aviso de fora do horário e deixar o texto vazio faz o bot ficar mudo justamente quando mais gente escreve; e não marcar nenhum dia da semana significa todos os dias, dentro da faixa de horas — não significa nenhum.
O fuso importa mais do que parece para quem atende de outro estado ou de fora do país. Um horário de 9h às 18h vale no fuso que você escolheu, e a virada do dia acompanha esse mesmo relógio.
Um cronômetro só, e ele faz duas coisas
Quando a conversa recomeça do início?
Depois de um período de silêncio que você define, com padrão de 24 horas. Esse mesmo número faz o segundo trabalho: se você entrou na conversa pelo WhatsApp, o bot fica calado e só volta — pelo começo — depois de você passar essas mesmas horas sem responder. Cada resposta sua empurra o retorno para mais tarde.
Ter um relógio só, em vez de dois ajustes separados, é decisão de projeto. A pergunta que o cliente faria diante de dois campos — “quanto tempo até reiniciar” e “quanto tempo o bot espera depois que eu falo” — é a mesma pergunta com dois nomes, e responder duas vezes só cria a chance de configurar em desacordo.
Na prática, 24 horas cobre o caso comum: alguém escreve à noite, o bot atende; você assume a conversa de manhã e o bot some; o assunto termina e, no dia seguinte, se a pessoa voltar, ela é recebida do começo em vez de cair no meio de um menu que não lembra mais.
Quem está esperando uma pessoa
Como eu sei que alguém pediu atendimento humano?
Pelo painel. Quem toca no botão que chama uma pessoa recebe a sua mensagem de transferência, o bot fica em silêncio para ele e o nome entra na lista Aguardando atendimento, com o telefone e desde quando espera. Você atende essa pessoa no WhatsApp, como sempre atendeu, e marca como atendida quando terminar — aí o bot volta a responder para ela.
O painel sinaliza a espera; o atendimento acontece no WhatsApp. Essa fronteira é proposital: ninguém quer trocar o aplicativo que a equipe já usa, com histórico, mídia e notificação, por uma caixa de entrada pior dentro de outro sistema. O que faltava era saber quem está esperando — e isso é uma lista.
A lista pode ser desligada nos ajustes. Vale saber o efeito antes: desmarcada, quem pede uma pessoa continua recebendo a mensagem de transferência e o bot continua calando, mas ninguém aparece em lugar nenhum do painel. Só desligue se a sua equipe olha as conversas uma a uma.
Chatbot e webhook do cliente, ao mesmo tempo
Ligar o chatbot desliga o meu webhook?
Não. Com o bot ligado, o zapon passa a receber os eventos daquele número e repassa cada um, como chegou, para a URL que você cadastrou. O seu sistema continua recebendo o que sempre recebeu, incluindo as mensagens que o bot respondeu; e se a entrega ao seu endereço falhar, isso fica registrado em vez de sumir. Ao desligar o bot, o caminho volta a ser direto.
É o que permite usar os dois sem escolher. O bot cuida da triagem — quem quer horário, quem quer endereço, quem quer falar com gente — e o seu sistema continua gravando conversas, abrindo chamado ou disparando a régua que já existia. A referência dos 38 eventos e do formato de cada um está na documentação.
Um detalhe de cobrança que vale saber: se a assinatura entra em corte por falta de pagamento, o chatbot sai do ar junto — mas a configuração inteira, menus, textos, botões, horário e webhook, fica guardada e volta a valer quando o pagamento é regularizado. Não há nada para remontar.
Montar o chatbot pedindo à sua IA
Posso montar o chatbot pela IA em vez do painel?
Pode, pelo conector MCP. Você liga o seu assistente ao número e pede que ele conduza a entrevista: nome, primeira mensagem, botões e o destino de cada um. A IA grava a configuração, roda o simulador nos caminhos principais e só então liga — e ligar é recusado enquanto o roteiro de teste não estiver completo.
O simulador é o ponto que evita estreia constrangedora. Ele percorre os caminhos que quebram bot de verdade: o caminho feliz, a resposta que não bate com botão nenhum, o pedido de falar com uma pessoa, a chegada fora do horário e o caso em que você mesmo entra na conversa. Passar por eles antes de ligar é barato; descobrir com o cliente do outro lado, não.
Painel e IA mexem na mesma configuração. O que a IA monta aparece na tela Chatbot para você revisar, e o que você editar no painel é o que a IA lê da próxima vez. Não existe versão paralela para conciliar depois.
Ligar, desligar e o que isso muda no número
Como ligo e desligo o atendimento automático?
Por uma chave no alto da tela Chatbot. Desligar funciona a qualquer momento, mesmo com a entrevista pela metade — bot no ar precisa poder ser desligado na hora, sem condição nenhuma. Ligar só é liberado quando não falta resposta e a configuração está completa; quando falta algo, o painel diz exatamente o quê, em vez de recusar em silêncio.
Sobre volume: as mensagens que o bot responde saem pelo mesmo número e contam na mesma cota de 300 mensagens por dia por número, cerca de 9.000 por mês. Para atendimento reativo — você responde quem escreveu primeiro — isso é folga larga, e o preço não muda com o uso: R$ 27 por mês por número conectado, sem cobrança por mensagem, com 14 dias de teste sem cartão que só começam a contar na primeira conexão.
Sobre bloqueio de número, sem promessa mágica. Nenhuma API — nem a oficial da Meta — impede que o WhatsApp aja contra um número denunciado, e ter um chatbot no ar não muda isso. Responder quem escreveu primeiro é o uso de menor risco que existe, porque a conversa começou do outro lado; o risco cresce quando o número passa a iniciar conversa com quem não pediu contato. Volume compatível com o negócio, saída fácil para quem não quer receber e nenhuma lista comprada: é o que se administra. Quem promete que o número nunca será bloqueado não está sendo honesto.
Perguntas frequentes
O chatbot entende o que o cliente escreve em texto livre?
Não, e isso é escolha de projeto. Ele trabalha com menus de botões: mostra opções e segue o caminho de quem for tocado. Quem escreve algo fora das opções recebe a pergunta de novo e, depois das tentativas que você configurou, é encaminhado a uma pessoa ou o bot para de responder. Menu que funciona vale mais que interpretação que erra na frente do cliente.
Preciso programar alguma coisa para ter o chatbot?
Não. O construtor é uma entrevista no painel: você responde perguntas em português e o atendimento vai sendo montado. Não há código para escrever, fluxograma para desenhar nem tela de arrastar caixinhas. Se você tiver um sistema, ele continua recebendo os eventos pelo webhook, mas isso é opcional e independente do chatbot.
Posso ter um chatbot diferente em cada número?
Pode. O chatbot é por conexão: cada número conectado tem os próprios menus, o próprio horário de funcionamento e a própria chave para ligar e desligar. Na tela Chatbot você escolhe de qual número está falando antes de editar, e uma alteração em um não encosta no outro.
O que acontece se eu entrar na conversa enquanto o bot atende?
O bot cala para aquele contato assim que você responde pelo WhatsApp e só volta depois que você ficar sem responder pelo tempo do cronômetro, que tem padrão de 24 horas. Cada mensagem sua adia esse retorno. Quando ele volta, a conversa recomeça do primeiro menu.
O horário de funcionamento é fixo no fuso de Brasília?
Não. Você escolhe o fuso na tela de ajustes, junto com a faixa de horas e os dias da semana. Quem atende de outro estado ou de fora do país configura o próprio relógio, e a virada do dia acompanha o fuso escolhido, não o de São Paulo.
Como o cliente sai do bot e fala com uma pessoa?
Por um botão que você define como transferência. Quem toca nele recebe a sua mensagem de transferência, o bot fica em silêncio e o contato entra na lista Aguardando atendimento no painel, com o telefone e desde quando espera. Você atende pelo WhatsApp e marca como atendido quando terminar.
O chatbot funciona junto com o meu sistema pelo webhook?
Funciona. Com o bot ligado, o zapon recebe os eventos do número e repassa cada um, como chegou, para a URL que você cadastrou. O seu sistema continua vendo tudo, inclusive as mensagens que o bot respondeu, e falha de entrega ao seu endereço fica registrada em vez de sumir.
As mensagens do chatbot custam à parte?
Não há cobrança por mensagem. O custo é R$ 27 por mês por número conectado, e as respostas do bot contam na mesma cota de 300 mensagens por dia daquele número, cerca de 9.000 por mês. O teste é de 14 dias sem cartão e só começa a contar quando o primeiro número conecta.